A "Zebra" Paraense: Como o Remo Encurralou o Bahia em Plena Salvador

Leão Azul ignora crise, bate o Bahia por 3 a 1 e deixa Rogério Ceni na corda bamba após massacre na Arena Fonte Nova.

Por Marcus Moraes

2026-04-25T03:04:05.197Z

O futebol brasileiro testemunhou um verdadeiro choque de realidade em Salvador no dia 22 de abril de 2026 . Pela rodada de ida da 5ª fase da Copa do Brasil , o Remo escreveu uma das crônicas mais improváveis do nosso esporte. O Leão Azul , que amarga a vice-lanterna do Brasileirão com apenas 8 pontos conquistados em 12 jogos, entrou no gramado da Arena Fonte Nova para desafiar o favoritismo absoluto do Bahia . Diante de mais de 31 mil torcedores atônitos, a lógica foi jogada na Baía de Todos os Santos, dando lugar a uma epopeia paraense que calou o Nordeste e provou que a mística da "zebra" segue viva no mata-mata nacional.

A construção do placar de 3 a 1 foi um hino à eficácia ofensiva e ao oportunismo. O silêncio tomou conta das arquibancadas logo cedo quando Tchamba balançou as redes, inaugurando o pesadelo tricolor. O ídolo Yago Pikachu , com a frieza de quem conhece cada atalho do campo, ampliou a vantagem em uma cobrança de pênalti impecável. Para selar o destino da partida com requintes de crueldade, Alef Manga anotou o terceiro gol, transformando a festa baiana em um velório em plena capital. A estratégia do Remo foi cirúrgica: uma defesa sólida e transições rápidas que feriram o Bahia de morte, expondo as fragilidades de um elenco milionário diante da garra paraense.

Do lado mandante, o apito final soou como um veredito de crise profunda. A repercussão negativa do revés por 1 a 3 em seus domínios colocou o técnico Rogério Ceni sob um bombardeio de críticas e forte pressão interna. O Bahia pareceu um time sem alma, incapaz de reagir ou decifrar o ferrolho tático montado pelos visitantes. Mesmo jogando em casa e contando com o apoio maciço de sua massa, a equipe demonstrou uma apatia preocupante, sendo totalmente neutralizada pela disciplina do Remo . O clima de insatisfação na Arena Fonte Nova sinaliza que o cargo de Rogério Ceni nunca esteve tão ameaçado quanto após essa derrota humilhante.

Agora, o caminho para as oitavas de final passa pelo mítico Mangueirão , no dia 13 de maio . O Remo volta para Belém com uma vantagem de ouro: pode perder por até um gol de diferença que ainda assim garantirá sua classificação histórica. Além do prestígio esportivo, o aspecto financeiro traz alívio aos cofres, já que tanto o Bahia quanto o Remo já embolsaram R$ 2 milhões pela participação nesta fase da Copa do Brasil . Para o Leão Azul , é a chance de consolidar a queda do gigante e mostrar que, no futebol, o peso da camisa e a estratégia superam qualquer estatística de tabela.