O Drama do Tocantinópolis: Logística Exaustiva e Departamento Médico Lotado
O Colapso do Verdão: Como a logística desumana e o DM lotado afundaram o Tocantinópolis na lanterna da Série D.
Por Marcus Moraes
O Tocantinópolis vive um verdadeiro calvário técnico e físico nesta largada de Série D . A dura derrota por 3 a 0 para o Oratório-AP , em jogo atrasado da primeira rodada, empurrou o clube para a lanterna do Grupo A5 . O revés no Amapá ampliou a sequência negativa para quatro jogos sem vitória, um cenário que contrasta drasticamente com a glória do título do Campeonato Tocantinense conquistado recentemente. Para o cronista atento, a queda de rendimento é evidente: o último triunfo da equipe ocorreu no dia 5 de abril, no 2 a 1 sobre o União , e desde então o desgaste em frentes como a Copa Verde e o início da competição nacional minaram a resistência do elenco.
Nos bastidores do clube, o departamento médico transformou-se em um hospital que abriga quase um time inteiro, dificultando o trabalho do técnico Jairo Nascimento. Ao todo, são nove desfalques que limitam as opções táticas e a profundidade do plantel. A lista de baixas conta com o goleiro Luciano , os defensores Daniel e João Pedro , o volante Alemão , o meia Lucas Abner e o atacante Pedrinho . A crise clínica atingiu o ápice no último compromisso, quando o lateral Bruno e o atacante Rômulo sentiram lesões ainda no primeiro tempo e precisaram ser substituídos, agravando o quadro de transição física do grupo.
Somado às lesões, o rendimento físico dos atletas é vítima de uma odisseia logística que beira o insuportável. Para chegar a Macapá, a delegação enfrentou um exaustivo trajeto de ônibus até Marabá (PA), seguido por escalas aéreas em Brasília e Belém antes de atingir o destino final. Essa maratona, que impôs ao grupo a marca de 10 jogos em apenas 36 dias, é apontada como o fator determinante para o colapso físico visto em campo. Sem semanas cheias para recuperação, o time viu seu aproveitamento despencar enquanto tentava conciliar viagens continentais com o alto nível de exigência da Série D .
A urgência por uma reação imediata domina o ambiente para o próximo desafio contra o Imperatriz-MA , no estádio Frei Epifânio. O confronto é tratado como uma decisão para quem ainda almeja ingressar no G4 e lutar pela classificação em um torneio onde o regulamento pune severamente a instabilidade. Jairo Nascimento, contudo, terá mais um problema para resolver no setor defensivo: a ausência do experiente zagueiro Willian Goiano , que foi expulso na última rodada e cumprirá suspensão automática. Vencer em solo maranhense não é mais apenas uma meta, mas uma necessidade vital para estancar a crise do atual campeão estadual.